Grandes amigos da poesia

sábado, 24 de março de 2018

Borboletas comigo

As vezes eu brinco no jardim encantado,
Há formigas, abelhas e borboletas comigo,
Enquanto sou jovem, nada ainda é mudado,
A felicidade é tudo o que agora eu persigo.
Meu mundo é simples, porém requintado;

Tempo passa os anos correm sinuosos e velozes,
Desabrocham mil jardins, flores claras multicores,
Calmo é o amanhecer, no mar voam albatrozes,
Curiosa olho ao futuro esperando meus amores.
Meu mundo é simples, porém já tem mais vozes;

Já nem lembro quantas vezes isso tudo eu mudei,
Quantas escolhas que fiz pelas pontes do destino,
Rios de águas barrentas, gramas verdes já cruzei,
Para cá ou para lá, sempre contornava o desatino.
Esse mundo é diferente, mas é meu ainda, eu sei;

Mas chega a época da vida que tudo deve mudar,
Sobre pedras bamboleantes o caminho onde sigo,
Corvo indica o perigo, mas me guia em seu voar,
Tiro forças lá do céu sempre equilibro, eu consigo.
Mesmo complicado o mundo, continua o seu girar;

É um novo tempo agora é hora de descansar,
De voltar pra natureza e ficar no seu regaço,
Ser una com o mundo, a alma deixar brilhar,
E de tudo o que passei, então agora me desfaço.
Voltarei ao jardim encantando, nele a brincar...


"Adeus, povo de Orphalese.
Este dia já foi e está se cerrando sobre nós como o nénufar se fecha sobre seu próprio amanhã.
O que aqui nos foi dado, nós conservaremos.
E se não for o suficiente, mais e mais vezes estaremos juntos, e juntos estenderemos nossas mãos para o alto.
Jamais te esqueçais que eu voltarei para vós.
 Apenas um pequeno momento, e minha saudade apanhará areia e espuma para outro corpo.
Mais um curto instante no tempo, um rápido momento de descanso sobre o vento, e outra mulher me conceberá.
Adeus para vós e para a juventude que vivi entre vós.
Foi apenas ontem que nos encontramos num sonho.
Cantastes para mim em minha solidão e com nossas aspirações construímos uma torre nas nuvens.
Mas agora nosso sono se foi e nosso sonho desvaneceu-se, e já não é mais aurora...
O meio-dia paira sobre nós, e nossa sonolência tornou-se pleno despertar, e novamente devemos nos separar.
Se no crepúsculo da memória nos encontrarmos novamente, de novo conversaremos, e cantareis para mim uma canção mais profunda.
E quando nossas mãos se encontrarem de novo num sonho, construiremos juntos uma torre mais alta no céu."
Gibran Khalil Gibran em 'O Profeta' 





Autoria de Nick para participação


organizado pela Profª Lourdes Duarte, do

excelente blog Filosofando na Vida








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